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  prevenção à AIDS  

                                                             

 

 

 

Estamos no ano 2005 e pouca coisa se descobriu em relação à cura da AIDS.Em contrapartida verifica-se que o número de pessoas infectadas aumentou assustadoramente. São 15 mil pessoas infectadas por dia no mundo todo. Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, já são 40 milhões de infectados até agora, o equivalente a 270 Maracanãs lotados de torcedores. Por isso é inquestionável a importância da difusão de informações claras e precisas sobre o risco de contaminação.

Na medida em que a epidemia avança e a vacina não vem temos que nos dedicar ao trabalho de prevenção, um desafio para toda a sociedade. Não existe mais os chamados "grupos de risco" : hemofílicos, homossexuais ou usuários de drogas injetáveis. Todo mundo corre o risco de contrair esta doença.

O nosso objetivo, portanto, é fazer este trabalho através do Teatro. Todos são unânimes em afirmar que o Teatro consegue efeitos mais eficientes, pois a identificação com os personagens é imediata. Começamos em 1992 com a peça "AIDS, Por Que Comigo?", com a qual participamos da campanha de prevenção à Aids, promovida pelo CENTRO DE REFERÊNCIA E TREINAMENTO da SECRETARIA DO ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO. Fizemos apresentações para o FUNDO DE SOLIDARIEDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO e também na abertura do I Seminário Internacional de Prevenção à AIDS na Juventude no Hotel Ca'd'oro. Era um espetáculo denso, dramático, feito em forma de depoimentos. Tinha como objetivo causar impacto, assustar, mostrar o perigo. Enfim falamos da realidade que nos trazia de volta dos sonhos e das ilusões. Falamos também dos medos e das angústias que esta doença nos trouxe.

Agora sentimos necessidade de mudanças. Pouco se avançou no sentido da cura da AIDS, mas através dela muito se descobriu em relação a nossa sexualidade e nossa mortalidade. Muitas coisas tiveram que ser reveladas, pois o vírus penetra em nossa casas, na escola de nossos filhos, em nosso trabalho, em nossa vida com esposas, maridos, amantes, namorados. A AIDS propõe desafios. Daí a necessidade de abordarmos o problema com um novo enfoque, pois se através do vírus percebemos nossa mortalidade e finitude, também através dele nos lembrarmos de que estamos vivos, que a vida é preciosa, que não temos tempo a perder. A AIDS relembra que a vida é curta, que viver é perigoso, mas pode ser prazeroso. Por isso, optamos por uma proposta mais moderna e atualizada, explorando mais a eficiência da comunicação através do humor. Resolvemos encarar o problema da Aids com mais otimismo e esperança, pois olhar a morte é também olhar a vida. E assim surgiu o espetáculo: "A_Hora_H", que usa em sua linguagem a mesma sinceridade e clareza dos nossos trabalhos anteriores. Enfrenta os preconceitos com coragem, e enfatiza o uso total da camisinha como único meio de prevenção contra essa moléstia fatal.